Bioterrorismo – O uso de agentes biológicos.

A DEATHCLEAN é uma empresa nacional especializada para intervenções em locais onde uma morte resultou em risco biológico ou em outras situações que coloquem em risco a saúde ou até mesmo a vida humana, pelo risco iminente da transmissão de infeções ou de doenças devido ao risco biológico existente. Desde a sua criação, em 2008, que se certificou internacionalmente para essa vertente, sendo atualmente a única acreditada na Europa.

Para além da sua certificação em risco biológico, adquiriu recentemente formação para intervenção em locais onde ocorreram a libertação de agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares (CBRN – NRBQ), numa vertente terrorista, uma certificação com o “status” NATO Selected.

Quando atualmente muito se fala em atentados terroristas, utilizando diversos meios de ataque, com o intuído de causar dano e terror, não nos podemos esquecer do perigo do uso de agentes biológicos, como uma potencial forma de ataque de fácil acesso e disseminação.

O uso de agentes biológicos (microrganismos patogénicos, como vírus e bactérias) como armas biológicas com o intuito de causar dano na sua vertente terrorista, é uma realidade, que muito embora pouca usada, poderá causar um elevado número vítimas. Casos como o uso de Anthrax em 2001 nos EUA ou o uso de agentes biológicos, na sua forma aerossolizada, no Japão em 1993, são bons exemplos da facilidade do uso de agentes patogénicos, com uma baixa capacidade de deteção antecipada.

O desenvolvimento, produção e uso de armas biológicas e químicas foram proibidos por tratados internacionais, no entanto, nem todos os países aderiram aos referidos tratados, mantendo-se, por isso, a preocupação de que alguns deles ou grupos terroristas possam utilizar aquelas armas.

No caso do bioterrorismo, tem claras implicações em Saúde Pública, pelos danos resultantes da libertação intencional de agentes biológicos que possuem a capacidade de replicação efacilmente propagáveis ou transmissíveis.

Para que seja possível dar resposta a uma situação desta natureza e devido à necessidade de socorrer as pessoas contaminadas, de proceder à identificação das vítimas e de levar a cabo as ações de investigação necessárias, torna-se essencial dispor de meios humanos com formação especializada e de equipamentos adequados para o efeito.

Apesar de existir em Portugal meios para atuar numa eventual ocorrência a este nível, o mesmo não se verifica quando for necessário intervir na parte final e não menos importante, que será a descontaminação do local, das suas estruturas, superfícies e restantes materiais.

É esse ponto, e muito de acordo com a colaboração que a DEATHCLEAN possui com a ANPC e GIPS-GNR, que a intervenção da DEATHCLEAN será importante e imprescindível para garantir, de uma forma certificada, a correta desinfeção e a futura utilização em segurança do espaço, livre de qualquer contaminação biológica.