DEATHCLEAN – Curiosidades Sobre Larvas e o que Elas nos Podem Contar Sobre a Morte
Embora os esqueletos sejam considerados universalmente os símbolos da morte, o processo de transformação do corpo humano num esqueleto depende de uma explosão de vida que dá início ao processo de decomposição. Grande parte deste processo de decomposição é realizado por insectos, sendo um deles as larvas.
Já são vários os estudos sobre o que acontece ao corpo humano após a morte, foram décadas de observação e experimentação cuidadosa para conseguir chegar a diversas conclusões, conseguindo os entomologistas descrever o processo de decomposição em cinco fases.
Na segunda fase da decomposição (inchaço) do corpo humano, as moscas varejeiras põem ovos e produzem larvas, que se alimentam do tecido morto. Poucos dias depois, o corpo está cheio de vida: inúmeras larvas eclodem e alimentam-se do tecido morto (decadência ativa). É nesta fase que as larvas têm um papel extremamente ativo, sendo aqui que o corpo perde a maior quantidade de massa. Com o passar do tempo, juntam-se às moscas varejeiras, outras espécies de moscas e, por fim, vários escaravelhos. A azáfama que ocorre nos cadáveres pode ser bastante reveladora, por exemplo sobre quando e em que circunstâncias uma pessoa morreu.
Está comprovado que as moscas são incrivelmente preceptivas, se existe um corpo morto, a mosca é a primeira a aperceber-se. Quando algo morre no exterior é quase instantâneo o pousar de uma mosca no cadáver para a deposição de ovos. No entanto, não existem ainda estudos que fundamentem como é que a mosca pressente a morte, mas é um facto que são muito consistentes e que podem ajudar os investigadores forenses a prever a hora da morte.
Existem dois métodos para determinar a hora da morte utilizando a entomologia forense:
- Tendo em consideração a idade das larvas que se encontram no corpo;
- Tendo em consideração os tipos de insetos que estão presentes no local do crime.
Estes dois métodos fornecem informações em escalas temporais distintas. A idade das larvas revela a hora da morte, alguns dias ou semanas após a morte ter ocorrido. Certas espécies põem os ovos no tecido de um cadáver logo uma a duas horas após a morte ocorrer. Dias mais tarde, as larvas eclodem e aumentam de tamanho a cada dia que passa. Encontrando uma larva numa determinada fase de desenvolvimento num local de crime, pode-se deduzir quantos dias tem e, consequentemente, quando é que os ovos foram postos – o que também corresponde aproximadamente à hora da morte. Este método funciona cerca de um mês, depois as larvas transformam-se em moscas e é essencial recorrer a outro método.
É aqui que se tornam úteis outras espécies de insetos que não chegam ao local do crime tão rapidamente, como as moscas, como por exemplos escaravelhos que só aparecem em fases posteriores à decomposição. A presença de certas espécies no local do crime ajuda os investigadores a estimar há quantas semanas ou meses ocorreu a morte.
A DEATHCLEAN ao intervir em espaços onde ocorreu uma decomposição, encontra diversas larvas e moscas, sendo a remoção destes insectos uma completude ao trabalho de desinfeção.
Existe toda uma complexidade em volta do conhecimento sobre um cadáver e do que ocorre após a morte. O trabalho de limpeza e desinfeção efetuado após a remoção de um cadáver é igualmente complexo. Requer uma intervenção muito cuidadosa e planeada, para garantir que nenhum vestígio fica para trás, incluindo uma larva ou mosca. É importante salientar que estes insectos contribuem para espalhar a contaminação, sendo por isso essencial uma inspeção cuidada para garantir que o espaço ficou imaculado e pode ser ocupado por terceiros em segurança.
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