Os dejetos dos Pombos são um problema de Saúde Pública. Quais os seus riscos? Quais os riscos na limpeza das suas fezes?

Infelizmente os pombos são um problema de saúde pública quando “vivem” com o homem, já que podem ser transmissores de diversas doenças e de parasitas, danificar edifícios ou até mesmo contaminar alimentos. Vítimas habituais de viroses e de outras doenças, como a Ornitose ou a Doença de Newcastle, a sua presença pode ser considerada um problema ambiental, pois danificam monumentos com as suas fezes e podem transmitir diversas e mortais doenças ao homem.

Até bem recentemente, cerca de 60 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos ao homem, tais como a: Histoplasmose, Salmonelose (salmonella spp.), Criptococose, Candadíase, E.Coli, entre outras. As aves são também uma fonte comum de transmissão de doenças por contaminação alimentar, pois podem contaminar os alimentos diretamente com matéria fecal, penas ou parasitas.

Por exemplo, sabe-se que os pombos podem transportar nas suas patas bactérias como a Salmonella, podendo transmitir a bactéria quando caminham em áreas onde as pessoas colocam os seus alimentos, como bancos ou mesas situadas ao ar livre. Os pombos também são hospedeiros de ectoparasitas que podem afetar as pessoas, entre eles, distingue-se a mosca-do-pombo (Pseudolynchia canariensis) transmissora do hematozoário Hemoproteus columbacomo, o percevejo do ninho do pombo (Cimex columbarius), a carraça do pombo (Argas reflexus), a pulga do pombo (Ceratophyllus columbae) ou várias espécies de piolhos ou ácaros, que se podem introduzir nas casas a partir dos ninhos construídos perto dos edifícios ou vivendas.

Eles são os nossos principais companheiros e vizinhos, gostemos ou não disso. Estima-se que existam 260 milhões de pombos urbanos no mundo. Cada da pombo vive em média 6 anos, tempo suficiente para “bombardear” as cidades com 60kg de fezes/dejetos.

Praticamente tudo o que essas aves comem proveem, diretamente ou indiretamente, de mãos humanas, e por isso o seu cérebro desenvolveu-se para nos entender e conviver connosco: “Os pombos aprendem, por tentativa e erro, que um determinado bairro tem mais comida que outro, ou que seres humanos pequenos (crianças) devem ser evitados, pois podem persegui-los e tentar agarrá-los”.

Os Pombos pertencem à família Columbidae, que inclui 42 gêneros e 310 espécies. A mais comum é a Columba livia, espécie selvagem conhecida como pombo-das-rochas. Essa ave foi domesticada há 5 mil anos atrás por civilizações mesopotâmicas, dando assim origem aos pombos urbanos atuais (Columba livia domestica). No começo, os pombos só serviam de comida. Mas, com o tempo, gregos e egípcios perceberam que eles tinham uma capacidade de orientação excecional e podiam ser usados como correio, levando mensagens muitos quilómetros.

Algumas recomendações, a fim de se evitar a aquisição de zoonoses provenientes de pombos, bem como diminuir o risco de contaminação por parte das aves domésticas, é nunca tentar limpar e desinfetar os locais contaminados pelas suas fezes (dejetos), sem antes contactar uma empresa especializada como a DEATHCLEAN, que utilize equipamentos de proteção individual adequados e garanta a correta limpeza e remoção de todos os dejetos (fezes) dos pombos.

Dar comida aos pombos é proibido e punível com coimas em muitos municípios portugueses, como também representa um risco para a saúde pública.

O principal risco para a saúde pública é o perigo de transmissão de doenças, como a criptococose e a histoplasmose, através das fezes secas destas aves.

A histoplasmose é provocada por um fungo que se desenvolve nos dejetos dos pombos. A inalação deste fungo pode acontecer durante a limpeza dos dejetos, causando a exposição prolongada infeção. Já a criptococose é outra doença fúngica presente nas fezes dos pombos e desenvolve-se no solo.

Os incómodos causados pelos pombos na cidade traduzem-se em riscos para a saúde pública através da transmissão de agentes patogénicos existentes nas aves. O contacto com as fezes, ectoparasitas e penas pode causar problemas alérgicos, quer a nível respiratório, quer outros. Podem ainda transmitir diversas doenças como a salmonelose, a histoplasmose, a criptococose e a ornitose.

Saiba mais em : DEATHCLEAN – Desinfeção Pós Praga ou BIOHOARDING – Contaminação por pragas.