DEATHCLEAN –  Quais os Riscos de Trabalhar Diretamente com a Morte

Quando ocorre uma morte, após o levantamento do corpo, ficam os vestígios derivados da mesma. A morte pode ocorrer de várias formas, pode ser por acidente de trabalho, aviação ou outros, pode ser natural resultando em decomposição, pode ser por suicídio, sendo dos suicídios mais comuns os enforcamentos ou os cometidos com arma de fogo ou branca, assim como homicídio, uma morte violenta, que envolve luta e pode provocar ou não o falecimento da vítima. É certo que as formas de morrer referidas anteriormente, deixam sempre vestígios no local, chamamos a estes vestígios fluídos corporais. Além dos fluidos corporais surgem outros que podem ser derivados também da morte e não só, matéria orgânica como ossos, pele, escalpe, ou outros como fezes, urina ou vomito.

O sangue é um dos fluídos corporais mais assinalado pela literatura como infecioso, mas não é o único. É sinalizado pela Agência Portuguesa do Ambiente e definido na legislação como resíduo hospitalar, perigoso infecioso. A legislação deixa bem claro que o tratamento dos resíduos infeciosos é diferente, todos os objetos, têxteis ou materiais que estejam contaminados com sangue ou outros fluidos corporais terão de ser incinerados, dada a sua perigosidade não permite a sua colocação em contentores de lixo comuns/banais.

O sangue assim como outros fluidos corporais ou matéria orgânica, são considerados perigosos e infeciosos, porque em contacto com estes, existe uma grande probabilidade de ocorrer a transmissão do HIV, vírus da Hepatite B ou C, assim como outras doenças associadas (tuberculose, Febres hemorrágicas, como a Lassa, Marburg ou Ébola, Infeção estreptocócica do grupo A, etc.).

Existem diversas profissões que trabalham diretamente com a morte, estando em contacto com cadáveres ou vestígios da morte dos mesmos. Falamos de quem levanta o cadáver, de quem o recebe e tem de autopsiar, de quem prepara o corpo para o funeral, de quem efetua a limpeza de um local após ocorrer uma morte traumática, ou mesmo, quem efetua a limpeza de morgues, salas de preparação de cadáveres ou salas de autópsias.

As salas de autópsias são consideradas como dos locais de maior risco, assim como outras áreas hospitalares. À priori a causa da morte é desconhecida quando a pessoa morre, chegando à morgue, a autopsia do corpo irá identificar a causa. Durante o trajeto, dependendo da forma como ocorreu a morte, o corpo pode libertar fluidos corporais e quem efetua o transporte do cadáver estará exposto ao risco, assim como quem faz a autópsia do corpo, o cadáver continuará a decompor-se originando a libertação destes fluidos. Igualmente quem efetua a limpeza das salas de autopsias ou o local onde a pessoa faleceu, está exposto a diversos agentes patogénicos. Tanto quem faz o transporte dos cadáveres como quem faz a preparação dos mesmos para funerais, necessitam de tocar e manusear o cadáver. Segundo a literatura o contacto direto ou indireto com o cadáver, assim como com os fluidos, matéria orgânica, órgãos ou outros, faz com que estes profissionais estejam expostos a diversos microrganismos.

As salas de autópsias são as mais referidas na literatura porque o manuseamento dos cadáveres é mais intenso e preciso, sendo impossível estes espaços não terem presença de agentes patogénicos, pois são locais que têm diversos cadáveres que vão libertando fluidos corporais, por isso é necessária a higienização regular do espaço e uma manutenção ao nível da desinfeção, garantindo que o local fica livre de qualquer tipo de contaminação após a desinfeção.

Segundo a literatura, não é raro encontrar cadáveres de origem desconhecida trazidos para autópsia e, como tal, os riscos de infeção destes corpos são também desconhecidos. Muitas vezes, existem pressões sociais e éticas que restringem a disponibilidade da informação sobre os mortos, especialmente morte por SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), toxicodependência etc. E, por sua vez, isto representa um risco bastante significativo de transmissão de infeção.

Neste contexto, todos os cadáveres devem ser considerados potencialmente infeciosos e tratados de acordo com as precauções recomendadas, visto que uma única e simples exposição pode causar de imediato uma infeção, a melhor maneira de reduzir o risco é prevenir a ocorrência da exposição à contaminação.

As principais formas de proteger quem manipula cadáveres humanos contra as doenças infeciosas são:

  1. Utilização de equipamento de proteção individual adequado;
  2. Observância das corretas práticas de segurança e higiene, no local de trabalho;
  3. Regular limpeza e desinfeção dos locais de trabalho (ex.: mesas de autópsia e bancadas) e zonas de maior risco (ex.: arcas frigoríficas de conservação de cadáveres);
  4. Manuseamento e eliminação adequada dos resíduos de risco biológico.

Dado o risco a que os trabalhadores estão expostos, compreende-se a importância da desinfeção de salas de preparação de cadáveres, viaturas de transporte de cadáveres, ambulâncias, hospitais, morgues, salas de autópsias e arcas frigorificas e de conservação de cadáveres.

Além da garantia de eliminação dos microrganismos, é também necessária pela preservação dos equipamentos. Os fluidos corporais infiltram-se nos equipamentos originando uma mais rápida degradação, não sendo muitas vezes possível a sua manutenção/recuperação.

É de salientar que o serviço de desinfeção tem de ser feito por uma empresa especializada, não se trata de uma limpeza doméstica e não podem ser aplicados produtos tóxicos ou corrosivos, dada a fragilidade dos equipamentos utilizados especialmente nas salas de autópsia, como as arcas de conservação de cadáveres. Além das técnicas especializadas e que são essenciais para garantir a correta desinfeção de todos os equipamentos, todos os resíduos produzidos e contaminados com sangue e outros fluidos corporais têm de ser devidamente acondicionados, transportados e entregues num operador de gestão de resíduos, por forma a estes serem incinerados, indo ao encontro da legislação em vigor.

Portanto a limpeza e desinfeção destes locais não é tarefa que deva ser levada a cabo por qualquer empresa. É necessário que haja uma equipa treinada para efetuar a desinfeção de locais de risco biológico. A DEATHCLEAN é a única empresa na Europa certificada e acreditada, capaz de dar uma resposta adequada a este problema e em cumprimento com a legislação em vigor garante o correto encaminhamento de todos os resíduos de risco biológico, assim como a total limpeza e desinfeção de acordo com os parâmetros legais e técnicas essenciais para o sucesso da eliminação dos agentes patogénicos.

De forma sucinta apresentamos as razões pelas quais a limpeza e desinfeção de locais de risco biológico deve ser realizada por uma empresa especializada, a DEATHCLEAN:

  • Garante a sua segurança, por ser uma empresa certificada e acreditada em risco biológico, garantindo a eliminação de todos os microrganismos;
  • Todos os procedimentos legais serão cumpridos (fornecimento de equipamento de proteção individual aos colaboradores; estudo do risco e implementação de metodologias adequadas por forma a evitar o contágio durante o manuseamento de resíduos contaminados; responsabilidade pelos resíduos de risco biológico, dando o devido encaminhado legal aos mesmos; seguro de responsabilidade civil e de acidentes de trabalho para os colaboradores);
  • A presença de fluidos corporais resultantes da morte traz consigo um odor desagradável e são por isso necessárias técnicas especializadas para o tratamento deste odor característico da morte;
  • É uma empresa que detém técnicas especializadas para dar uma resposta adequada a estas situações, eliminando todo o tipo de resíduos e vestígios contaminados de forma segura e cumprindo os normativos legais.

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