Eles acumulam lixo em casa. Muito, muito lixo…

O acumular de montanhas de lixo ou objetos inúteis em casa a pensar na sua eventual utilidade futura pode parecer muito estranho, mas é sintoma de uma doença que afecta principalmente idosos que vivem sozinhos.

Baptizada com o nome do filósofo grego, o Síndrome de Diógenes caracteriza-se pela acumulação de objectos sem valor, isolamento social, falta de pudor e de cuidados com a higiene pessoal e recusa em receber ajuda.

O director do serviço de psiquiatria do Hospital do Espírito Santo, em Évora, José Palma Góis, que tem acompanhado alguns casos. À memória vêm-lhe dois casos. Um de uma senhora septuagenária “muito excêntrica”, que vivia sozinha numa casa “cheia de lixo”, que recolhia dos contentores, e outro de uma mulher na casa dos 50 anos que começou a fazer colecção de objectos inúteis desde os 20 anos.

Palma Góis conta que a mulher mais nova fazia acumulação de lixo por “montinhos”, como de roupa e sapatos, de acordo com as suas próprias regras. Mas com o passar dos anos, a doença foi piorando e actualmente já não organizava o lixo e a casa transformou-se numa verdadeira lixeira. A vida desta mulher é partilhada com um companheiro, alcoólico, que “por contágio aceitou este tipo de vida”, sublinhou.

Ambos os casos chegaram ao hospital através dos serviços sociais, que foram alertados pela vizinhança devido ao mau cheiro que as casas tinham e do comportamento bizarro. Estas pessoas vivem numa situação de miséria material muito marcada e chegam a apresentar várias patologias, desde eczemas e infecções na pele causados por parasitas e sujidade, até anemias devido à negligência da alimentação e higiene.

O Síndrome não nasce com a pessoa, mas pode haver traços de personalidade que predispõem para a doença, que pode surgir com a morte de um familiar, dificuldades económicas, conflitos ou reforma antecipada. Embora a maioria dos casos seja em idosos, há pessoas mais novas que podem desenvolver a doença, mas nestes casos está associada a outras patologias, como uma doença obsessiva compulsiva ou esquizofrenia. Sobre a prevalência da doença em Portugal, o psiquiatra diz que não existem números, mas estima que sejam idênticos aos de Espanha: 1,7 em cada mil internamentos em pessoas com mais de 65 anos.

Fonte – Agência Lusa | Diário de Notícias

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